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Um sorriso no dia a dia, acompanhado de um café.

domingo, 10 de julho de 2016

O banheiro azul

Azul é a cor do céu e das grutas de aguas cristalinas, é a cor do blueberry e da safira. Mas tambem é a cor do charmoso banhero do hostel Madeleine, que pela segunda vez me acomoda. Era o famoso amigo procurado somente nas horas de necessidade. Poucos eram os que ofereciam reciprocidade ao seu aconchego. mas ainda assim de bom grado, servia de abrigo aos solitários, ouvidos aos desesperados e as vezes, esconderijo aos amantes apaixonados. Azuis eram seus azulejos, a pia e os demais utilitários que o preenchiam, dando aquele visual português. Quem sempre o encontrava no mesmo horario das sete e meia da manhã era a moça da limpeza, que cantava antigas cantigas enquanto lustrava seus porcelanatos e o perfumava com jasmim. Não foi a primeira vez que viu alguem sentado no piso, chorando a amargura de uma triste e solitária existência, também nao é novidade que ele tenha testemunhado o encontro de amantes, fugindo de suas monótonas realidades, inflamando suas paixões, ardendo em desejo, sob o calor e o susurro de palavras sujas. De certo que não nos damos conta do quão prazeroso é, esvaziar-nos de tudo que nosso corpo rejeita, isso acompanhado de uma boa leitura, até poderia morar, morar ali naquele charmoso banheiro azul cheirando a jasmim, que tão bem me acolheu.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Fulaninha

fulaninha dos olhos cor de mel, profundos olhos cor de mel, daqueles que você olha e imagina provando, sentindo o gosto. Era graciosa no andar e quando pintava o "céu estrelado" de Van Gogh em seu corpo nu, eram tons de azul cor do céu noturno e amarelo. Era um teor artístico, como aquele vinho das noites de insonia e a nicotina escondida atrás da ultima gaveta de baixo. Era perspicaz quando percebia detalhes que passariam despercebido, como garotas que se arranhavam com um garfo para não parecerem donzelas. Jamais diria que sua fruta predileta era a melancia, até vê-la se deliciar, enquanto o líquido escorria entre seus peitos. Na dança era a mais perfeita melodia, compassada no ritmo de um bolero. Sua atitude dispensava sugestões, fazia, falava, enfim, agia sem freios, seu limite era sua vontade, e essa, era inconsolável. Apetitosa, não negava a vontade de matar sua cede, presa no meu Edredom, entre suores e gemidos esperando o sol nascer de manhã.
- Abre a porta devagar, não deixe sua mãe acordar. Vamos, vamos! Antes que ela acorde.

domingo, 19 de junho de 2016

Entre a consciência e a inconsciência.

Se eu morasse em um prédio, meu quarto seria uma janela com a luz acesa no oitavo andar, aquela que se apaga por ultimo, depois de todas as outras. As vezes ainda pode se ouvir misturado a minha playlist no spotfy, um "vai dormir menino", da minha mãe. Mesmo depois, no escuro, ainda fico na busca da posição perfeita, balançando as pernas até dormir como sempre faço. Já na penumbra, me vem a transição entre a consciência e a inconsciência, que louco, sonhar antes de dormir. Revivo algumas cenas, me vejo dentro daquele filme, ou viajo involuntariamente a uma cena proposta pelo subconsciente. As vezes falo, e as vezes parece que os nervos ficaram malucos, me pego dando socos e chutes no ar, assim do nada. Engraçado é quando você começa a repetir aquelas palavras e frases desconexas que vêm a mente, não sei se sou só eu, e estou entregando de bandeja uma prova da minha loucura, e se sim, e acontecer contigo também, somos igualmente loucos. Lembrei daquele video do menino alucinado, "Romero Brito? Katrina? Samu. Seu cu". Pois é, agora vamos dormir. Acordar?  Então, já são nove da manhã, e lá se vão mais sete horas da minha vida, junto com os outros quarenta e cinco por cento das outras subtraídas de mim. 

Maycon Kellvyn


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Sorriso pra foto.

Talvez ela nem quisesse sorrir, foi apenas um relance pra foto. Mas o que ela nao sabe é que esse relance provocou o movimento de milhares de músculos, todos loucos querendo produzir o melhor sorriso. Ela nao sabe, mas seu sorriso provoca outros sorrisos. Ela não sabe, mas é louca por não saber disso.

Maycon k.

Foto: Tabatha Fher

quarta-feira, 15 de junho de 2016

"O mundo está egoísta, precisamos de mais humildade". Mas afinal, o que precisamos de verdade??

Essa frase e suas variações se tornaram clichês entre pessoas hipócritas, que postam em suas redes sociais, palavras de sensibilidade e escondem o "tridente" quando vão comer pra não dividir, (Falo por experiência própria porque escondo mesmo, pq trident não é necessidade), pelo menos não sou hipócrita, e digo mais, se tem algo que odeio é hipocrisia.
Estive pensando, como se cria uma ideologia, como buda ou Gandhi fundamentaram suas idéias, não falo Jesus, pra evitar polêmica. Se fosse para dizer em uma palavra o que realmente precisamos, algo sucinto que definisse nossa necessidade, seria "sensibilidade". Ela se refere a busca de sí mesmo, o auto conhecimento, o respeito para com o outro, com base na sensibilidade de entende-lo e se por em seu lugar.
Numa discussão acerca do assunto, pude notar que nossa sensibilidade vem de algo que passamos e que nos sensibilizamos ao ver outros passarem. Se não passamos pela mesma situação, é apenas uma ilusão, no fundo não nos emociona ou comove realmente.
Precisamos ser sensíveis. Não o sensível que homens machistas pensam e associam a homossexualidade, mas a sensibilidade de se ver no outro. De  tentar entender o motivo de o outro ser, ou fazer dessa forma. Quando entendermos o outro, teremos respeito, humildade, generosidade e a paz.
Vão nas ruas e doem seus agasalhos velhos. Alguem precisa deles. 

:Maycon Kellvyn:.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

Um sorriso sem querer.

Talvez ela nem quisesse sorrir, foi apenas um relance pra foto. Mas o que ela nao sabe é que esse relance provocou o movimento de milhares de músculos, todos loucos querendo produzir o melhor sorriso. Ela nao sabe, mas seu sorriso provoca outros sorrisos. Ela não sabe, mas é louca por não saber disso.

Maycon Kellvyn

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Final de semestre. 📄📆