fulaninha dos olhos cor de mel, profundos olhos cor de mel, daqueles que você olha e imagina provando, sentindo o gosto. Era graciosa no andar e quando pintava o "céu estrelado" de Van Gogh em seu corpo nu, eram tons de azul cor do céu noturno e amarelo. Era um teor artístico, como aquele vinho das noites de insonia e a nicotina escondida atrás da ultima gaveta de baixo. Era perspicaz quando percebia detalhes que passariam despercebido, como garotas que se arranhavam com um garfo para não parecerem donzelas. Jamais diria que sua fruta predileta era a melancia, até vê-la se deliciar, enquanto o líquido escorria entre seus peitos. Na dança era a mais perfeita melodia, compassada no ritmo de um bolero. Sua atitude dispensava sugestões, fazia, falava, enfim, agia sem freios, seu limite era sua vontade, e essa, era inconsolável. Apetitosa, não negava a vontade de matar sua cede, presa no meu Edredom, entre suores e gemidos esperando o sol nascer de manhã.
- Abre a porta devagar, não deixe sua mãe acordar. Vamos, vamos! Antes que ela acorde.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Fulaninha
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